Os manifestantes invadiram o congresso na tentativa de impedir a leitura dos votos e interromper a certificação de Joe Biden e Kamala Harris. O protesto violento organizado pelos apoiadores de Donald Trump resultou no óbito de quatro manifestantes e 14 policiais feridos, de acordo com as informações apuradas até o momento. A onda de violência no Capitólio foi apontada por diversos meios de comunicação como uma tentativa de “golpe de estado”. Mike Pence, que é presidente do senado e vice de Trump, condenou os ataques e retomou a leitura dos votos durante a noite. Na madrugada de hoje (7), o congresso reconheceu a vitória dos candidatos democratas. Joe Biden e Kamala Harris vão tomar posse em 20 de janeiro.  Donald Trump queria que Mike Pence impedisse a certificação da vitória de Joe e Kamala. Como Mike Pence se recusou a fazer as vontades de Trump, o presidente usou as redes sociais para criticar o vice, alegando que Pence “não teve a coragem de fazer o que deveria ter sido feito para proteger nosso país e nossa Constituição”.  Para críticos do atual governo, a violência no Capitólio foi estimulada por Trump e seus aliados. O republicano não reconhece a derrota nas eleições e alega que houve fraude eleitoral, mesmo sem conseguir apresentar provas.  Políticos do partido republicano vieram a público reprovar a atitude de Donald Trump. O deputado Mike Gallagher que, inclusive, é apoiador de Trump, afirmou que os protestos foram “insanos”. Em entrevista ao The New York Times o senador republicano Mitt Romney criticou Trump e afirmou que “foi o presidente quem causou isso, essa insurreição”.

Trump é bloqueado no Twitter e tem vídeo derrubado no Facebook

Depois da repercussão do protesto, Trump é bloqueado no Twitter em uma decisão inédita. O Twitter alegou que as postagens do presidente violaram as regras da rede social  sobre integridade cívica e solicitou a remoção de três tweets ofensivos postados por Trump. Segundo o Twitter, a conta deve permanecer bloqueada por 12 horas, mesmo após a remoção dos tweets, e se o conteúdo não for removido a conta vai continuar bloqueada. “Como resultado da situação violenta sem precedentes e contínua em Washington, D.C, exigimos a remoção de três tweets @realDonaldTrump que foram postados hoje por violações repetidas e graves de nossa Política de Integridade Cívica”, declarou o Twitter. O Facebook derrubou um vídeo postado durante a invasão do Capitólio por conter “risco de violência”. No vídeo, Trump solicitava que os apoiadores deixassem o local e voltassem para casa, mas continuava afirmando que a vitória de Joe e Kamala foi ilegítima. O conteúdo também foi removido do YouTube e Instagram. O porta-voz do Facebook declarou que “os violentos protestos no Capitólio hoje são uma vergonha”. O Youtube e o Facebook precisaram agir rápido, pois durante os protestos diversos apoiadores começaram a fazer lives nas plataformas. Em comunicado, o YouTube afirmou que estava “trabalhando rapidamente para remover transmissões ao vivo e outros conteúdos que violam nossas políticas, incluindo aqueles contra incitação à violência ou relacionados a imagens de violência explícita”. Vale ressaltar que, antes de começar a usar as redes sociais para incentivar os apoiadores a invadir o Capitólio, Donald Trump já tinha discursado para uma multidão em Washington e deixou claro que não concederia a vitória a Joe Biden a Kamala Harris.

O bloqueio do Facebook

Inicialmente o Facebook divulgou que as contas oficias do presidente Donald Trump ficariam bloqueadas por 24 horas. Mas em resposta aos acontecimentos, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, informou na manhã desta quinta-feira (7) que as contas de Donald Trump permanecerão bloqueadas no Instagram e Facebook por pelo menos duas semanas, até o fim do mandato do atual presidente dos Estados Unidos. Mark Zuckerberg afirmou que o bloqueio é uma maneira de impedir que Donald Trump incentive mais protestos durante a posse de Joe Biden e Kamala Harris. Confira na íntegra o comunicado de Mark Zuckerberg: Gostou do conteúdo? Confira também como foi a votação do projeto de lei que criminaliza Fake News. Sua decisão de usar a plataforma para tolerar, em vez de condenar, as ações de seus apoiadores no prédio do Capitólio, perturbou as pessoas nos Estados Unidos e em todo o mundo. Removemos essas declarações ontem porque julgamos que seu efeito – e provavelmente sua intenção – seria provocar mais violência. Após a certificação dos resultados eleitorais pelo Congresso, a prioridade para todo o país deve agora ser garantir que os 13 dias restantes e os dias após a posse decorram pacificamente e de acordo com as normas democráticas estabelecidas. Nos últimos anos, permitimos que o presidente Trump usasse nossa plataforma de acordo com nossas próprias regras, às vezes removendo conteúdo ou rotulando suas postagens quando violavam nossas políticas. Fizemos isso porque acreditamos que o público tem direito ao mais amplo acesso ao discurso político, mesmo ao discurso polêmico. Mas o contexto atual agora é fundamentalmente diferente, envolvendo o uso de nossa plataforma para incitar uma insurreição violenta contra um governo eleito democraticamente. Acreditamos que os riscos de permitir que o presidente continue a usar nossos serviços durante esse período são muito grandes. Portanto, estamos estendendo indefinidamente o bloqueio que tínhamos imposto nas contas do Facebook e Instagram, pelo menos pelas  próximas duas semanas, até que a transição pacífica de poder seja completa.” Fonte: The Verge; CNET; PCMag; InfoMoney

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